Advogados revelam se o uso de drogas por Harry afetará o visto nos EUA
O príncipe Harry poderá perder seus direitos de viver nos Estados Unidos por ter sido “honesto demais” sobre seu uso de drogas no ado
atualizado
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Depois de tanta exposição, especialmente com os lançamentos do livro de memórias Spare e da série documental na Netflix, o príncipe Harry poderá perder o direito de viver nos Estados Unidos por ter sido “honesto demais” sobre seu uso de drogas no ado.
Ao menos, é o que defende um especialista jurídico ao site Page Six. “Uma issão de uso de drogas geralmente é motivo de inissibilidade”, disse o ex-promotor federal Neama Rahmani.
Segundo ele, isso significa que o visto do duque de Sussex “deveria ter sido negado ou revogado porque ele itiu usar cocaína, cogumelos e outras drogas”. Ele acrescentou que não há excessão para integrantes reais ou para uso recreativo.
Harry revelou em seu livro de memórias, lançado em janeiro, que “bebia muito”, usava cocaína e fumava maconha ao longo da vida. Enquanto comentou que só usou cocaína na adolescência, ele também itiu ter experimentado psicodélicos até a idade adulta.
Filho mais novo do rei Charles III, o príncipe falou, durante um bate-papo on-line com o especialista em trauma Gabor Maté, no início do mês, que considera as drogas alucinógenas uma parte “fundamental” de sua vida.
“Me trouxe uma sensação de relaxamento, alívio, conforto, uma leveza que consegui segurar por um período de tempo”, disse à época.
“Comecei a fazer isso de forma recreativa e depois comecei a perceber o quanto isso era bom para mim”, contou.

Para o advogado James Leonard, o status de Harry nos EUA não é de alto risco, o que difere da opinião de Neama Rahmani.
“Ausente de qualquer acusação criminal relacionada a drogas ou álcool ou qualquer constatação por uma autoridade judicial de que o príncipe Harry é um usuário habitual de drogas, o que ele claramente não é, não vejo nenhum problema com as revelações em suas memórias sobre a experimentação recreativa de drogas”, concluiu ao Page Six.
O especialista explicou que os usuários de drogas que não são cidadãos americanos teriam que dar aos funcionários da imigração um motivo para iniciar uma investigação sobre a situação do indivíduo, como se fosse um ato criminoso. “Você tem que dar a eles algo que desencadeie isso, e revelar em um livro que você experimentou drogas quando era jovem. Não acho que chegue lá”, completou.

O advogado de imigração Sam Adair concordou com James Leonard de que é improvável que essas issões representem algo grave.
“Se houvesse uma condenação, provavelmente teria sido um problema significativo na obtenção de um visto”, apontou. “Isso não quer dizer que o uso de drogas não possa ser um problema no processo de imigração, mas, nessa circunstância, é improvável que isso represente um problema”, opinou.
“Não está claro para mim qual é o status do visto do duque nos Estados Unidos, mas infringir a lei pode ser um problema na renovação do visto ou na reissão nos Estados Unidos. Mas é improvável que o uso de drogas recreativas que não tenham sido objeto de escrutínio criminal represente um problema para o status do visto de alguém”, disse Adair.
Neama Rahmani frisou que não há “nenhuma exigência de que a pessoa seja realmente condenada por um delito de drogas”.
Ele observou, porém, que uma brecha para os usuários de drogas permanecerem nos EUA seria “obter uma renúncia” como prova de que seu abuso de substâncias “está em remissão”.

O marido de Meghan Markle não revelou se já lutou contra as drogas ou teve que ir para a reabilitação.
Sam Adair, então, afirmou que o uso de drogas recreativas no ado “não é algo que provavelmente tenha sido levantado em uma entrevista de visto”, então, muito possivelmente, não foi um problema durante o processo de aprovação de Harry.
“O uso de drogas poderia ser um problema se já houvesse uma prisão, acusação ou condenação, mas o uso recreativo provavelmente não apareceria na entrevista de visto”, pronunciou o advogado de imigração.
A mudança de Harry e Meghan para a Califórnia, nos EUA, ocorreu no início de 2020, logo após deixarem a família real na Inglaterra.
De acordo com um artigo de 2021, publicado no jornal Times, o duque não tem planos de buscar uma residência permanente nos Estados Unidos, cidadania ou um “green card a qualquer momento”. Já um advogado de imigração disse anteriormente à Page Six que, caso surgisse algum problema, sua esposa, que nasceu no Estado, poderia “patrociná-lo”.
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